O blogue "Diário de um sociólogo" foi seleccionado em 2007 e 2008 pelo júri do The Bobs da Deutsche Welle - concurso internacional de weblogs, podcasts e videoblogs - como um dos dez melhores weblogs em português entre 559 concorrentes (2007) e um dos onze melhores entre 400 concorrentes (2008). Entrevista sobre o concurso de 2008 no UOL, AQUI.
Para todas aquelas e todos aqueles que visitarem este diário, os meus votos de um 2018 habitado pelo futuro, pela confiança, pela tranquilidade e pela saúde. Sintam-se bem e regressem sempre a este espaço criado a 18 de Abril de 2006. Abraço índico.
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29 abril 2006

O fim do iluminismo

Um bocado sob a sigla americana do “tudo é bom” (Feyerabend), um Thomas Kuhn, um David Bloor, um Paul Feyerabend, um Richard Rorty, um Kurt Hübner, entre outros, defendem que a ojectividade científica é um produto de convenção, de um acordo provisório ou de um período histórico, que, no limite (Feyerabend, Hübner), não há mais verdade ou objectividade na ciência do que no mito ou na magia, que todas as formas de conhecimento se equivalem. Nada nos autoriza quer a defender que a concepção da realidade proposta pela ciência seja mais adequada ou mais objectiva do que a defendida pelo mito, quer a acreditar que os julgamentos morais tenham uma base racional. É o fim da crença na razão iluminista e no progresso histórico, é o fim da ideia de desenvolvimento, é o “fim da história” um bocado à Fukuyama num processo que a nível dos programas políticos fortes encontra em Robert Nozick e na sua apologia do Estado mínimo o contexto adequado e emblemático. Talvez tudo isso represente a retroacção cansada a um mundo onde já Ptolomeu, por exemplo, concedia a mesma importância à astronomia e à astrologia, ainda que, claro, os nutrientes fundadores do discurso programático “pós-modernista” sejam muito mais contemporâneos e pareçam provir de Schelling, Schlegel, Nietzsche e Heidegger.

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